sexta-feira, 20 de julho de 2012

Perguntas Mais Frequentes em uma Entrevista


               Entrevistas não têm um roteiro pronto, fixo e que todos os entrevistadores usam. Mas, existem, sim, algumas perguntas recorrentes em praticamente todas as entrevistas. A ideia de hoje é podermos conversar sobre os principais questionamentos feitos em um processo de seleção. Não há uma resposta certa ou única para cada pergunta, mas existem algumas indicações do melhor caminho para respondê-las.
                Por que você saiu da empresa “X”? Não é preciso mentir, porém evite falar mal da empresa ou do chefe. Pode até dizer que tinha dificuldades de relacionamento com o chefe, mas não se aprofunde. Se estiver trabalhando atualmente e a sua busca é por trocar de empresa, uma boa resposta é falar que não está mais aprendendo na função e está procurando novos desafios.
                Qual o seu planejamento de carreira? Os seus planos para daqui a 5 anos? Tenha claro para você os seus planos e ficará fácil falar disso. O entrevistador aqui não quer só saber os estudos que você pretende fazer, mas também na prática quais são os seus planos. A expectativa é nem alguém estagnado, que não tem ambição de crescimento, mas também não alguém que tem um plano de carreira que não condiz com a empresa.
          Quais são os seus pontos positivos e os pontos a melhorar? Além de citar as características, é interessante complementar com exemplos reais que mostrem essas competências se manifestando no seu cotidiano. Lembre-se de escolher características positivas que sejam marcantes e significativas. Dizer que é pontual e responsável são na verdade requisitos básicos para qualquer vaga, nem podem ser chamados de qualidades especiais. Já no que se refere aos pontos a melhorar, diga uma característica, como ela se manifesta e o que você está fazendo para superar isso.
               Já se a pergunta for “Por que você está há tanto tempo sem emprego?” seja sincero. Diga se viajou, estudou, cuidou da empresa da família, estava envolvido com problemas familiares ou se passou por algumas seleções que não deram certo. O importante é ter claro que quando houver essas brechas de tempo entre uma empresa e outra, é interessante que o seu desenvolvimento continue. Por isso, não deixe de estudar e se especializar nestes períodos.
              Por que você quer trabalhar em nossa empresa? Esta pergunta é muito frequente, mas dificilmente bem respondida. Por isso, antes de ir a qualquer entrevista faça o tema de casa: pesquise sobre a empresa, olhe o site institucional e notícias sobre a mesma. Só assim você poderá dar uma resposta consistente para esta pergunta. Você se identifica com os valores da empresa, quais são eles? Você quer trabalhar em uma empresa que está crescendo 20% ao ano?
       Por que devemos contratá-lo? O ideal neste tipo de perguntar é responder como você poderá contribuir para o crescimento e desenvolvimento da empresa, não o contrário. Quando o selecionador faz este tipo de pergunta, não quer saber como a empresa pode contribuir para o SEU desenvolvimento.
            É importante salientar que assim como não existem perguntas prontas e pré-definidas, também não existem respostas. Tudo depende do que o profissional a frente do processo seletivo está buscando para a sua empresa, isto se refere tanto aos aspectos técnicos quanto as características comportamentais. Por isso, ser você mesmo é sempre o mais importante! A entrevista não é algo a ser temido, encare-a como uma oportunidade para mostrar quem você é e os seus pontos fortes. É uma conversa entre duas pessoas, mas não esqueça que está sendo avaliado.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Seis Dicas para uma Entrevista Bem Sucedida


Realizar uma entrevista de emprego é sempre um momento mais tenso e de ansiedade. Não se preocupe! O entrevistador sabe que estar ansioso faz parte do processo. Entretanto, preparar-se para ter uma melhor performance neste momento de avaliação é muito bem-vindo. Aprontar-se adequadamente para uma entrevista, envolve preocupar-se com suas três etapas: o antes, o durante e o depois.

1. Conheça a empresa: Como mínimo, é importante olhar o site da empresa. Mas, o ideal é buscar notícias sobre a mesma, falar com pessoas que conheçam sobre ela e procurar entender a situação econômica e cultural da mesma.

2. Apresentação pessoal: Já vi muitas pessoas perderem oportunidades de emprego pelo modo como se apresentaram para a entrevista. Por isso, muita atenção a este aspecto. Procure se vestir um pouco mais formal, é importante passar uma imagem de seriedade e responsabilidade. Se possível, tente conhecer o estilo de vestimenta na empresa e adapte-se a este padrão para a entrevista. De qualquer forma, roupas justas, curtas ou mal cuidadas devem ser evitadas em qualquer situação.

3. Fale a verdade: A dica durante a entrevista é ser natural e espontâneo. Não adianta simular algo que você não é, pois se no dia a dia do trabalho não aparecerem as competências observadas na entrevista e que fizeram a diferença para a contratação, a demissão é algo provável. Além disso, os profissionais acostumados a fazerem entrevistas, tem habilidade para perceber quando o candidato está mentindo. Fale a verdade, seja positivo e fale de suas boas experiências. Jamais fale mal de seu chefe ou de empresas pelas quais passou!

4. Fale! Não permita que a entrevista se transforme em um interrogatório. Seja parte ativa da entrevista! Evite respostas monossilábicas de sim ou não. Complemente suas respostas com fatos e situações que demonstrem suas competências. Lembrando sempre que o equilíbrio é a medida certa: fale, mas não demais.

5. Demonstre interesse: No final da entrevista, se houver espaço, pergunte suas curiosidades sobre a empresa e sobre a continuidade do processo seletivo. Isso demonstra que você está interessado na oportunidade. Sempre tomando cuidado para não perguntar demais e você se transformar no entrevistador. Perguntar sobre salário neste primeiro momento também não é de bom tom, aguarde o entrevistador falar no assunto. Se não você dará a impressão que a única coisa que importa é o dinheiro e, não o emprego em si.

6. Acompanhamento: Não há uma regra quanto a isso, mas sim, o bom senso mais uma vez. Se o entrevistador determinou um prazo para retorno, aguarde este prazo e passado 3 dias da data marcada se não houver retorno, é adequado entrar em contato para verificar o seguimento do processo. Caso não tenha sido fornecida uma data de retorno, o prazo de duas semanas é o mais indicado.

                A principal dica é manter-se calmo, ser espontâneo e vender suas melhores competências. Dicas simples como manter o contato visual e um aperto de mão firme fazem a diferença. Deixe transparecer a sua motivação, o que muitas vezes conta mais que sua experiência. Demonstre a sua busca por realização pessoal e profissional, o desejo de fazer parte daquele time e a sua vontade de contribuir para o crescimento da organização.




quinta-feira, 5 de julho de 2012

As Diferentes Gerações

                Desde o século passado, passou-se a classificar as pessoas por suas gerações no que se refere a uma época específica. É mais viável desta forma, visto que classificar por idade ou renda, por exemplo, é algo mutável. Existem, atualmente, quatro gerações atuantes no mercado de trabalho: Babyboomers, Geração X, Geração Y e Geração Z.
                Os Babyboomers são aquelas pessoas nascidas entre 1946 e 1964, durante a segunda guerra mundial. Possuem este nome, pois houve um incremento da taxa de natalidade no pós-guerra. Em tradução livre, Babyboomers quer dizer “explosão de bebês”. É uma geração que viu o surgimento da televisão e é considerada mais estável, madura em suas decisões e fiéis a marcas. São céticos em relação à autoridade, independentes, transformadores, têm foco no curto prazo, trabalham bem sob pressão e priorizam o trabalho.
                Já a geração X se caracteriza por serem filhos dos Babyboomers. Nasceram nos anos 60  até o final dos 70. Revelaram comportamentos mais rebeldes para a sua época em sua adolescência, como sexo antes do casamento, pouco respeito pelos pais e não acreditar em Deus. Procuram manter sua individualidade, mas não querem perder o convívio com o grupo. Suas preferências são por produtos de qualidade, lutam por seus direitos e querem liberdade. Buscam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, são centrados, empreendedores, independentes, gostam de desafios e trabalham bem em equipe.
            A geração Y refere-se às pessoas nascidas nos anos 80 até meados dos anos 90. É a primeira geração a crescer com a internet. Nasceram quando o mundo estava se transformando em uma grande rede global. Estão acostumados com mobilidade de comunicação e obtenção de informação instantânea. Caracterizam-se por buscar sempre inovação, sendo fiéis a isso e não a marcas. Tem um perfil multitarefas: falam ao telefone, ao mesmo tempo em que digitam uma mensagem e assistem televisão. Isto faz com que sejam assim no ambiente corporativo também: questionadores, ansiosos, rápidos e impacientes. Possuem visão holística, precisam de reconhecimento, desejam crescimento rápido, são imediatistas, informais, autônomos, individualista e dão muito valor a sua vida pessoal.
                E, agora, mais recentemente, fez-se a classificação da geração Z. O Z vem de Zapear. Fazem parte desta geração os jovens nascidos a partir 1994. Estão sempre preocupados com conectividade. Esta nova geração passou a ficar constantemente disponível e conectada através de dispositivos móveis, diferentemente da geração anterior que se conectava somente através de um computador. A geração Z dispõe de todos esses dispositivos em equipamentos portáteis que não os prendem mais a lugar nenhum. TV, videogame, som, celular, internet estão disponíveis e sempre com eles. É um grupo que se preocupa bastante com questões de responsabilidade social e meio ambiente. Vivem em função de inovações, são multitarefas e nativos digitais.
                É interessante conhecer esta classificação, pois ela nos dá ideias de como determinada geração se comporta: qual o seu perfil, como funcionam no mercado de trabalho, como compram, ... Porém, é muito importante ter em mente que não se pode colocar um rótulo taxativo, é apenas um norte. Os especialistas em gestão organizacional estão atentos a estas divisões, pois auxiliam no planejamento estratégico de uma organização, propiciando a possibilidade das empresas estarem preparadas para receber essas gerações no seu dia a dia de trabalho.



terça-feira, 19 de junho de 2012

Criatividade e Inovação

         Criatividade é ter ideias originais, obter novos arranjos e combinar coisas que ninguém havia imaginado antes. A pessoa criativa não se acomoda, está sempre buscando infinitas maneiras de realizar algo usando recursos que são finitos.
                Já a inovação pode ser definida como novidade ou renovação. É complementar a criatividade, pois significa criar valor a partir da ideia criativa. É preciso conhecimento para tornar esta ideia realidade, realizá-la e vendê-la. Pode-se dizer que a inovação é a concretização da criatividade.
                É através da criatividade e da inovação que a humanidade evolui, caminha para frente. Para que este progresso ocorra é preciso um pouco de inspiração (criatividade) e muita transpiração (inovação). Elas podem se manifestar em diferentes formas, como em um produto inovador, uma nova teoria, invenções diferentes, na resolução de problemas, entre outras maneiras.
                Pode-se afirmar que todo ser humano é naturalmente criativo. Basta observar uma criança em suas brincadeiras e na sua imaginação. Quando as crianças são estimuladas pelos pais através de elogios às suas iniciativas criativas, elas tendem a ser mais ousadas e inovadoras no futuro. Entretanto, o contrário também pode acontecer e a criatividade pode ser podada.

                Este comportamento também pode ser visto dentro das empresas. Organizações inovadoras tendem a estimular a criatividade, tolerando o erro como parte do processo e deixando que seus colaboradores assumam riscos por terem ideias mais ousadas postas em prática. O inverso também ocorre. Algumas companhias bloqueiam seus funcionários, criando uma cultura contrária ao diferente e inovador, fazendo com o que os mesmos tenham medo de errar, de serem punidos, de perderem o emprego ou serem rejeitados.
                Visto que isto acontece, é preciso desenvolver e estimular a criatividade depois de adulto para permitir que a inovação apareça. Fortalecer os indivíduos com vivências de autoconfiança e auto-realização é o primeiro passo para estimular um ambiente criativo.
                Também é fundamental a curiosidade. Perguntar, ler, falar com pessoas de áreas diferentes, assistir palestras e cursos, viajar para lugares de culturas diversas, fazer coisas diferentes, experimentar novas sensações e vivências instigará a criatividade. O cérebro é “preguiçoso” e com o tempo ele vai fazendo com que muitas atividades virem automáticas para economizar energia, por isso, é preciso fazer diferente para que ele seja constantemente estimulado. Aumentar a criatividade é exercitar o pensamento.
                Segundo Marcel Proust, “a verdadeira mágica da descoberta não está em buscar novas paisagens, mas em ver com novos olhos”. Por isso, para estimular seu potencial criativo busque visualizar as mesmas coisas de modo diferente, saia da caixa e do seu pensamento padrão para que seu cérebro deixe o comodismo de lado e permita que você faça novas conexões. Destaque-se por ser uma pessoa criativa e inovadora neste mercado tão competitivo!



quarta-feira, 13 de junho de 2012

As Fases da Carreira


                Ao longo de nossa vida profissional passamos por diferentes etapas de carreira. Esta coluna permitirá que você avalie se está à frente ou atrás da fase em que deveria estar. São quatro diferentes fases da carreira ao longo da vida, são elas: introdução, crescimento, manutenção e declínio.
                       Na fase da Introdução é que são feitas as escolhas, ela ocorre entre os 18 e 25 anos de idade. É a fase do aprendizado. Época do trabalho duro,  de buscar o seu lugar no mercado de trabalho. É neste período em que a sensação de se ganhar menos do que deveria acontece. É o momento ideal para se experimentar em funções e empresas para descobrir o que gosta de fazer e onde se identifica mais.
                Já na fase de Crescimento é o momento de verticalizar a carreira, ela passa entre os 25 e os 35 anos de idade. Também pode ser chamada de fase da coragem, pois aqui acontecem grandes mudanças, como de empresa, cidade ou país. O profissional já aprendeu a base e busca novas escolhas. É o momento de por volta dos 30 anos assumir uma gerência, uma função de liderança. São fundamentais os investimentos em pós-graduação, MBA, mestrado, cursos.
                Tanto na fase da Introdução como na de Crescimento são épocas de fortalecimento de carreira. Ou seja, época de investimentos, dedicação e escolhas. A partir daí, inicia-se o momento de Manutenção, por volta dos 35 até os 45 anos de idade.
                A Manutenção é o momento de atualização. Nesta fase, alguns profissionais optam pela carreira de consultores. Se a carreira realmente se verticalizou na fase anterior, este é o momento de ao redor dos 40 anos se tornar diretor. Podemos denominar como o período da colheita em nossa carreira.
                Por fim, no Declínio é a hora de se reinventar. Acontece quando o profissional está entre os 45 e 60 anos. É natural que aja um declínio neste momento, por isso existe a necessidade de usar a criatividade. Muitos profissionais começam a fazer voluntariado, a trabalhar no terceiro setor. Também é neste momento que muitas pessoas buscam executar projetos que deixem seu legado, escrevem para revistas e jornais querendo deixar o seu nome registrado.
                Se você percebe que deixou alguma dessas fases passar sem aproveitá-la, é possível recuperar o tempo perdido. Não é fácil, pois fica mais complicado quando o tempo passa. Mas se tratando de carreira, nada é impossível! Por isso, é tão importante planejar a carreira, pensar cada fase e tirar o melhor proveito dela, não deixando ela passar. Planeje-se, organize-se e alcance seus objetivos profissionais com sucesso!

Artigo publicado na Folha Gaúcha Ed. 63 - Rio Grande, 9 a 15 de junho de 2012.