segunda-feira, 23 de julho de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Perguntas Mais Frequentes em uma Entrevista
Entrevistas não têm um roteiro pronto, fixo
e que todos os entrevistadores usam. Mas, existem, sim, algumas perguntas
recorrentes em praticamente todas as entrevistas. A ideia de hoje é podermos
conversar sobre os principais questionamentos feitos em um processo de seleção.
Não há uma resposta certa ou única para cada pergunta, mas existem algumas
indicações do melhor caminho para respondê-las.
Por
que você saiu da empresa “X”? Não é preciso mentir, porém evite falar mal da
empresa ou do chefe. Pode até dizer que tinha dificuldades de relacionamento
com o chefe, mas não se aprofunde. Se estiver trabalhando atualmente e a sua
busca é por trocar de empresa, uma boa resposta é falar que não está mais
aprendendo na função e está procurando novos desafios.
Qual
o seu planejamento de carreira? Os seus planos para daqui a 5 anos? Tenha claro
para você os seus planos e ficará fácil falar disso. O entrevistador aqui não
quer só saber os estudos que você pretende fazer, mas também na prática quais
são os seus planos. A expectativa é nem alguém estagnado, que não tem ambição
de crescimento, mas também não alguém que tem um plano de carreira que não
condiz com a empresa.
Quais
são os seus pontos positivos e os pontos a melhorar? Além de citar as
características, é interessante complementar com exemplos reais que mostrem
essas competências se manifestando no seu cotidiano. Lembre-se de escolher
características positivas que sejam marcantes e significativas. Dizer que é pontual
e responsável são na verdade requisitos básicos para qualquer vaga, nem podem
ser chamados de qualidades especiais. Já no que se refere aos pontos a
melhorar, diga uma característica, como ela se manifesta e o que você está
fazendo para superar isso.
Já
se a pergunta for “Por que você está há tanto tempo sem emprego?” seja sincero.
Diga se viajou, estudou, cuidou da empresa da família, estava envolvido com
problemas familiares ou se passou por algumas seleções que não deram certo. O
importante é ter claro que quando houver essas brechas de tempo entre uma
empresa e outra, é interessante que o seu desenvolvimento continue. Por isso,
não deixe de estudar e se especializar nestes períodos.
Por
que você quer trabalhar em nossa empresa? Esta pergunta é muito frequente, mas
dificilmente bem respondida. Por isso, antes de ir a qualquer entrevista faça o
tema de casa: pesquise sobre a empresa, olhe o site institucional e notícias
sobre a mesma. Só assim você poderá dar uma resposta consistente para esta pergunta.
Você se identifica com os valores da empresa, quais são eles? Você quer
trabalhar em uma empresa que está crescendo 20% ao ano?
Por
que devemos contratá-lo? O ideal neste tipo de perguntar é responder como você
poderá contribuir para o crescimento e desenvolvimento da empresa, não o
contrário. Quando o selecionador faz este tipo de pergunta, não quer saber como
a empresa pode contribuir para o SEU desenvolvimento.
É
importante salientar que assim como não existem perguntas prontas e
pré-definidas, também não existem respostas. Tudo depende do que o profissional
a frente do processo seletivo está buscando para a sua empresa, isto se refere
tanto aos aspectos técnicos quanto as características comportamentais. Por
isso, ser você mesmo é sempre o mais importante! A entrevista não é algo a ser
temido, encare-a como uma oportunidade para mostrar quem você é e os seus
pontos fortes. É uma conversa entre duas pessoas, mas não esqueça que está
sendo avaliado.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Seis Dicas para uma Entrevista Bem Sucedida
Realizar uma entrevista de emprego é sempre
um momento mais tenso e de ansiedade. Não se preocupe! O entrevistador sabe que
estar ansioso faz parte do processo. Entretanto, preparar-se para ter uma
melhor performance neste momento de avaliação é muito bem-vindo. Aprontar-se
adequadamente para uma entrevista, envolve preocupar-se com suas três etapas: o
antes, o durante e o depois.
1. Conheça
a empresa: Como mínimo, é importante olhar o site da empresa. Mas, o ideal
é buscar notícias sobre a mesma, falar com pessoas que conheçam sobre ela e
procurar entender a situação econômica e cultural da mesma.
2. Apresentação
pessoal: Já vi muitas pessoas perderem oportunidades de emprego pelo modo
como se apresentaram para a entrevista. Por isso, muita atenção a este aspecto.
Procure se vestir um pouco mais formal, é importante passar uma imagem de
seriedade e responsabilidade. Se possível, tente conhecer o estilo de
vestimenta na empresa e adapte-se a este padrão para a entrevista. De qualquer
forma, roupas justas, curtas ou mal cuidadas devem ser evitadas em qualquer
situação.
3. Fale
a verdade: A dica durante a entrevista é ser natural e espontâneo. Não
adianta simular algo que você não é, pois se no dia a dia do trabalho não
aparecerem as competências observadas na entrevista e que fizeram a diferença
para a contratação, a demissão é algo provável. Além disso, os profissionais
acostumados a fazerem entrevistas, tem habilidade para perceber quando o
candidato está mentindo. Fale a verdade, seja positivo e fale de suas boas
experiências. Jamais fale mal de seu chefe ou de empresas pelas quais passou!
4. Fale!
Não permita que a entrevista se transforme em um interrogatório. Seja parte
ativa da entrevista! Evite respostas monossilábicas de sim ou não. Complemente
suas respostas com fatos e situações que demonstrem suas competências.
Lembrando sempre que o equilíbrio é a medida certa: fale, mas não demais.
5. Demonstre
interesse: No final da entrevista, se houver espaço, pergunte suas
curiosidades sobre a empresa e sobre a continuidade do processo seletivo. Isso
demonstra que você está interessado na oportunidade. Sempre tomando cuidado
para não perguntar demais e você se transformar no entrevistador. Perguntar
sobre salário neste primeiro momento também não é de bom tom, aguarde o
entrevistador falar no assunto. Se não você dará a impressão que a única coisa
que importa é o dinheiro e, não o emprego em si.
6. Acompanhamento:
Não há uma regra quanto a isso, mas sim, o bom senso mais uma vez. Se o
entrevistador determinou um prazo para retorno, aguarde este prazo e passado 3
dias da data marcada se não houver retorno, é adequado entrar em contato para
verificar o seguimento do processo. Caso não tenha sido fornecida uma data de
retorno, o prazo de duas semanas é o mais indicado.
A
principal dica é manter-se calmo, ser espontâneo e vender suas melhores
competências. Dicas simples como manter o contato visual e um aperto de mão
firme fazem a diferença. Deixe transparecer a sua motivação, o que muitas vezes
conta mais que sua experiência. Demonstre a sua busca por realização pessoal e
profissional, o desejo de fazer parte daquele time e a sua vontade de
contribuir para o crescimento da organização.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
As Diferentes Gerações
Desde o século passado,
passou-se a classificar as pessoas por suas gerações no que se refere a uma
época específica. É mais viável desta forma, visto que classificar por idade ou
renda, por exemplo, é algo mutável. Existem, atualmente, quatro gerações
atuantes no mercado de trabalho: Babyboomers, Geração X, Geração Y e Geração Z.
Os Babyboomers
são aquelas pessoas nascidas entre 1946 e 1964, durante a segunda guerra
mundial. Possuem este nome, pois houve um incremento da taxa de natalidade no
pós-guerra. Em tradução livre, Babyboomers quer dizer “explosão de bebês”. É
uma geração que viu o surgimento da televisão e é considerada mais estável,
madura em suas decisões e fiéis a marcas. São céticos em relação à autoridade,
independentes, transformadores, têm foco no curto prazo, trabalham bem sob
pressão e priorizam o trabalho.
Já a geração X
se caracteriza por serem filhos dos Babyboomers. Nasceram nos anos 60 até o final dos 70. Revelaram comportamentos
mais rebeldes para a sua época em sua adolescência, como sexo antes do
casamento, pouco respeito pelos pais e não acreditar em Deus. Procuram manter
sua individualidade, mas não querem perder o convívio com o grupo. Suas
preferências são por produtos de qualidade, lutam por seus direitos e querem
liberdade. Buscam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, são centrados,
empreendedores, independentes, gostam de desafios e trabalham bem em equipe.
A geração Y
refere-se às pessoas nascidas nos anos 80 até meados dos anos 90. É a primeira
geração a crescer com a internet. Nasceram quando o mundo estava se
transformando em uma grande rede global. Estão acostumados com mobilidade de
comunicação e obtenção de informação instantânea. Caracterizam-se por buscar sempre
inovação, sendo fiéis a isso e não a marcas. Tem um perfil multitarefas: falam
ao telefone, ao mesmo tempo em que digitam uma mensagem e assistem televisão.
Isto faz com que sejam assim no ambiente corporativo também: questionadores,
ansiosos, rápidos e impacientes. Possuem visão holística, precisam de
reconhecimento, desejam crescimento rápido, são imediatistas, informais,
autônomos, individualista e dão muito valor a sua vida pessoal.
E, agora,
mais recentemente, fez-se a classificação da geração Z. O Z vem de Zapear. Fazem
parte desta geração os jovens nascidos a partir 1994. Estão sempre preocupados
com conectividade. Esta nova geração passou a ficar constantemente disponível e
conectada através de dispositivos móveis, diferentemente da geração anterior
que se conectava somente através de um computador. A geração Z dispõe de todos esses
dispositivos em equipamentos portáteis que não os prendem mais a lugar nenhum. TV, videogame, som, celular, internet estão
disponíveis e sempre com eles. É um grupo que se preocupa bastante com questões
de responsabilidade social e meio ambiente. Vivem em função de inovações, são multitarefas
e nativos digitais.
É
interessante conhecer esta classificação, pois ela nos dá ideias de como
determinada geração se comporta: qual o seu perfil, como funcionam no mercado
de trabalho, como compram, ... Porém, é muito importante ter em mente que não
se pode colocar um rótulo taxativo, é apenas um norte. Os especialistas em
gestão organizacional estão atentos a estas divisões, pois auxiliam no
planejamento estratégico de uma organização, propiciando a possibilidade das
empresas estarem preparadas para receber essas gerações no seu dia a dia de
trabalho.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Criatividade e Inovação
Criatividade
é ter ideias originais, obter novos arranjos e combinar coisas que ninguém
havia imaginado antes. A pessoa criativa não se acomoda, está sempre buscando
infinitas maneiras de realizar algo usando recursos que são finitos.
Já a inovação
pode ser definida como novidade ou renovação. É complementar a criatividade,
pois significa criar valor a partir da ideia criativa. É preciso conhecimento
para tornar esta ideia realidade, realizá-la e vendê-la. Pode-se dizer que a
inovação é a concretização da criatividade.
É através da
criatividade e da inovação que a humanidade evolui, caminha para frente. Para
que este progresso ocorra é preciso um pouco de inspiração (criatividade) e
muita transpiração (inovação). Elas podem se manifestar em diferentes formas,
como em um produto inovador, uma nova teoria, invenções diferentes, na
resolução de problemas, entre outras maneiras.
Pode-se
afirmar que todo ser humano é naturalmente criativo. Basta observar uma criança
em suas brincadeiras e na sua imaginação. Quando as crianças são estimuladas
pelos pais através de elogios às suas iniciativas criativas, elas tendem a ser
mais ousadas e inovadoras no futuro. Entretanto, o contrário também pode
acontecer e a criatividade pode ser podada.
Visto que
isto acontece, é preciso desenvolver e estimular a criatividade depois de
adulto para permitir que a inovação apareça. Fortalecer os indivíduos com
vivências de autoconfiança e auto-realização é o primeiro passo para estimular
um ambiente criativo.
Também é
fundamental a curiosidade. Perguntar, ler, falar com pessoas de áreas
diferentes, assistir palestras e cursos, viajar para lugares de culturas
diversas, fazer coisas diferentes, experimentar novas sensações e vivências
instigará a criatividade. O cérebro é “preguiçoso” e com o tempo ele vai
fazendo com que muitas atividades virem automáticas para economizar energia,
por isso, é preciso fazer diferente para que ele seja constantemente
estimulado. Aumentar a criatividade é exercitar o pensamento.
Segundo
Marcel Proust, “a verdadeira mágica da descoberta não está em buscar novas
paisagens, mas em ver com novos olhos”. Por isso, para estimular seu potencial
criativo busque visualizar as mesmas coisas de modo diferente, saia da caixa e
do seu pensamento padrão para que seu cérebro deixe o comodismo de lado e
permita que você faça novas conexões. Destaque-se por ser uma pessoa criativa e
inovadora neste mercado tão competitivo!
quarta-feira, 13 de junho de 2012
As Fases da Carreira
Ao longo de nossa vida profissional passamos por diferentes etapas de carreira. Esta coluna permitirá que você avalie se está à frente ou atrás da fase em que deveria estar. São quatro diferentes fases da carreira ao longo da vida, são elas: introdução, crescimento, manutenção e declínio.
Na fase da Introdução é que são feitas as escolhas, ela ocorre entre os 18 e 25 anos de idade. É a fase do aprendizado. Época do trabalho duro, de buscar o seu lugar no mercado de trabalho. É neste período em que a sensação de se ganhar menos do que deveria acontece. É o momento ideal para se experimentar em funções e empresas para descobrir o que gosta de fazer e onde se identifica mais.
Na fase da Introdução é que são feitas as escolhas, ela ocorre entre os 18 e 25 anos de idade. É a fase do aprendizado. Época do trabalho duro, de buscar o seu lugar no mercado de trabalho. É neste período em que a sensação de se ganhar menos do que deveria acontece. É o momento ideal para se experimentar em funções e empresas para descobrir o que gosta de fazer e onde se identifica mais.
Já
na fase de Crescimento é o momento de verticalizar a carreira, ela passa entre
os 25 e os 35 anos de idade. Também pode ser chamada de fase da coragem, pois
aqui acontecem grandes mudanças, como de empresa, cidade ou país. O
profissional já aprendeu a base e busca novas escolhas. É o momento de por
volta dos 30 anos assumir uma gerência, uma função de liderança. São fundamentais
os investimentos em pós-graduação, MBA, mestrado, cursos.
Tanto
na fase da Introdução como na de Crescimento são épocas de fortalecimento de
carreira. Ou seja, época de investimentos, dedicação e escolhas. A partir daí,
inicia-se o momento de Manutenção, por volta dos 35 até os 45 anos de idade.
A
Manutenção é o momento de atualização. Nesta fase, alguns profissionais optam
pela carreira de consultores. Se a carreira realmente se verticalizou na fase
anterior, este é o momento de ao redor dos 40 anos se tornar diretor. Podemos
denominar como o período da colheita em nossa carreira.
Por
fim, no Declínio é a hora de se reinventar. Acontece quando o profissional está
entre os 45 e 60 anos. É natural que aja um declínio neste momento, por isso existe
a necessidade de usar a criatividade. Muitos profissionais começam a fazer
voluntariado, a trabalhar no terceiro setor. Também é neste momento que muitas
pessoas buscam executar projetos que deixem seu legado, escrevem para revistas
e jornais querendo deixar o seu nome registrado.
Se
você percebe que deixou alguma dessas fases passar sem aproveitá-la, é possível
recuperar o tempo perdido. Não é fácil, pois fica mais complicado quando o
tempo passa. Mas se tratando de carreira, nada é impossível! Por isso, é tão
importante planejar a carreira, pensar cada fase e tirar o melhor proveito
dela, não deixando ela passar. Planeje-se, organize-se e alcance seus objetivos
profissionais com sucesso!
Artigo publicado na Folha Gaúcha Ed. 63 - Rio Grande, 9 a 15 de junho de 2012.
domingo, 3 de junho de 2012
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