quinta-feira, 22 de março de 2012

As 6 Necessidades Humanas

Artigo publicado no Folha Gaúcha na semana do dia 10 a 16 de março.

quarta-feira, 14 de março de 2012

O que fazer quando o sangue sobe à cabeça?

Artigo publicado no Folha Gaúcha na semana do dia 25 de fevereiro a 02 de março, bem como no site do Sis Saúde: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=13804



O que fazer quando o sangue sobe à cabeça?

                A raiva é uma emoção natural do ser humano e, normalmente, é uma reação saudável que avisa que algo não vai bem e nos impulsiona a mudança. Entretanto, pode-se observar hoje que no ambiente de trabalho esta emoção aparece com mais freqüência do que seria preciso e nem sempre é canalizada de uma forma apropriada.
                A pressão por resultados cada vez mais desafiadores, a competição entre colegas, a cobrança de gestores, as fofocas, a falta de ética e de trabalho em equipe faz, muitas vezes, a raiva emergir de forma intensa. O que fazer quando o sangue sobe à cabeça?
                Algumas pessoas utilizam a sua raiva de uma forma positiva: fico com tanta raiva que não alcancei a minha meta e que meu gestor fez uma cobrança mais forte que isto me gera atitudes de buscar estratégias e idéias inovadoras para fazer diferente no próximo mês. Por outro lado, outro colaborador nesta mesma situação poderia ficar com muita raiva, buscar culpados, destratar colegas e estourar com a esposa em casa, tornando-se ainda mais difícil chegar às metas determinadas. Percebe-se que a raiva pode se manifestar desde um mal-estar, passando por um aborrecimento, irritação até uma explosão de fúria.
                A questão fundamental a compreender em primeiro lugar é que manter esta postura de raiva e descontrole não traz benefício nem para o colaborador e tampouco para a empresa. As conseqüências disso é o aumento do absenteísmo, falta de comprometimento, baixa produtividade, alterações no estado emocional, sintomas físicos, dificuldade de convívio com outras pessoas no trabalho, entre outras tantas.
                Existem algumas dicas para lidar de uma forma mais assertiva com esta emoção. Mas antes é importante detectar os detalhes e os motivos que nos fazem experimentar a raiva de forma tão intensa: o que eu penso na hora que me desencadeia a raiva? O que eu sinto? O que acontece? Quais as sensações? Quais os benefícios da minha reação? O que me traz de ruim esta reação?
                É de comum acordo entre especialistas que estudam a mente e o comportamento humano que a raiva precisa ser externalizada, é preciso colocar para fora. Pessoas que possuem alta inteligência emocional sentem raiva, mas expressam a sua insatisfação de uma maneira mais eficaz. Essas pessoas pontuam o que não agradou, mas sem serem rudes ou grosseiras.
                Seguem abaixo algumas dicas para controlar a reação explosiva da raiva e ter atitudes mais assertivas diante de algo que nos desagrada. Leia atentamente, experimente e veja àquelas que lhe fazem sentido e que funcionam para você.

- Tente se acalmar por dentro: tenha pensamentos que lhe acalme, respire e fale devagar.
- Afaste-se momentaneamente da situação de estresse: saia da situação, respire e só volte para resolver a questão quando estiver mais calmo.
- Autoconhecimento: Reconheça o que lhe deixa com raiva, descobrindo quais são os problemas, pense em soluções.
- Clarifique seu objetivo: Pense em qual é o seu objetivo e se o comportamento que você terá com raiva, estará de acordo com o que você busca. Os nossos comportamentos geram os nossos resultados.

sábado, 10 de março de 2012

Flyer

Queridos amigos, compartilho com vocês o flyer de divulgação dos meus serviços de consultoria. É com muito alegria que divido com vocês a evolução do meu trabalho e os resultados dos meus esforços. 



quarta-feira, 7 de março de 2012

18h00 e a caneta caiu!

(Fonte:  Blog Bullyingscorporativos - Postado por Alberto Roitman)


Talvez uma das pressões mais sofridas pelos colaboradores brasileiros e caracterizadas comobullying corporativo, seja aquela motivada pelo fato do funcionário deixar sua estação de trabalho quando batem ás seis horas da tarde (ou o horário em que sua jornada chegou ao fim). Principalmente nos níveis gerencias é quase uma afronta ás normas internas o colaborador levantar-se sua cadeira e deixar a empresa quando o sino bate ás 18h00.

Comentários do tipo: “Está desmotivado”, “Este aí não veste a camisa”, ou “Ele não quer crescer”, são comumente ouvidos no ambiente de trabalho e atribuídos ao funcionário que não extrapola o horário, assim como todos aqueles “pseudo workaholics” deveriam fazer.

Tal comportamento muitas vezes é velado e não se traduz em comentários como os que acabamos de ler. Basta uma rápida troca de olhares entre os colegas, ou até mesmo o sinal de apontar para o relógio de pulso ou na parede, para configurar a interpretação de que “a caneta caiu e o colega já saiu”.

A saída no horário de trabalho é julgada por muitos como uma clara demonstração de desinteresse do funcionário pelo trabalho, pela carreira ou pela empresa. E este julgamento têm se tornado cada vez mais intenso e caracterizado como divisor de águas entre aqueles que merecem ou não merecem crescer profissionalmente.

Os colaboradores que deixam a empresa no horário determinado estão cumprindo o combinado. Imaginem um mundo onde todos cumprissem o combinado. Não haveria inadimplência. Não haveria tantas ações judiciais. Diversos casamentos não teriam acabado. Muitas mortes teriam sido evitadas.

Porém, cumprir o combinado, de tempos para cá, se tornou o grande problema. Qualquer livro de dicas para um futuro presidente de empresa diz que é necessário sempre fazer mais do que o combinado. “O combinado todo mundo faz, mas quer ser presidente? Trabalhe até altas horas, abra mão do tempo em que deveria ficar com sua família e abandone a qualidade de vida”. E assim foi, com muita gente acreditando.
Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho, a relação firmada entre o colaborador e a empresa deve ser registrada na carteira de trabalho. E nela, estão informados, além da função e do salário, o horário de trabalho do colaborador. Portanto, há um acordo claro, em que tanto o empregador quanto o empregado sabem o tempo que o mesmo deverá estar á disposição da empresa.

De alguns anos para cá esta relação começou a sofrer descompensações. As promoções começaram a ser atribuídas para aqueles que trabalhavam muito, e não necessariamente para aqueles que trabalhavam com qualidade. Isso somado ao fato de que, para alguns autores, o sucesso corporativo está totalmente atrelado a histórias de esforço descomunal ou dedicação mais do que exclusiva a um empregador. Porém, tais literaturas não sabem ainda lidar com o fato do trabalhador, que cumpriu a risca a receita de bolo, mas que não triunfou. Aquele que se dedicou demais e abriu mão do tempo com a família, e mesmo assim, não chegou lá. Talvez, para esses casos, seja melhor indicar um profissional para cuidar da depressão. 
A verdade é uma só. Aqueles que saem quando as 18h00 batem, estão certos. Aqueles que se envergonham de levantar quando o sino toca e procuram serviço para justificar um tempinho a mais para fazer a “média com a chefia” é quem estão errados.

Três explicações podem justificar o fato do colaborador precisa ficar até mais tarde constantemente. Gostaria de chamar estas explicações de anomalias:

Anomalia 1) O colaborador não tem habilidades, conhecimentos ou atitudes necessárias para fazer o trabalho no horário determinado, portanto, é incompetente para tal, e não faz o que deveria ser feito no tempo determinado. Tal incompetência nem sempre está atrelada ao fato do trabalhador não saber fazer o trabalho em si, mas permitir se envolver em outras atividades, tais como reuniões excessivas, que contaminem o tempo necessário para a realização das atividades “core”. Portanto, se o mesmo fica na empresa, por repetidos dias, além do horário de trabalho acordado, significa que a escolha deste profissional para que realizasse tal trabalho não foi adequada. Desta forma, precisa de treinamento, ou em algumas alternativas, ter sua tarefa retirada e repassada para outro profissional mais competente. Neste caso, a culpa é atribuída ao funcionário e compartilhada por seu líder, que não escolheu o profissional adequado para tal tarefa.

Anomalia 2) O líder direciona trabalho em demasia a um colaborador, sendo impossível que o mesmo seja feito dentro do horário estabelecido. Esta seria a justificativa mais comum a ser ouvida pelo colaborador se perguntarmos por que o mesmo fica até tarde: “Por que meu chefe me despeja trabalho”. Claro, dependendo da quantidade de tarefas a serem realizadas, seria impossível entregá-la dentro das 8 horas estabelecidas pela lei. Com isso, nossa análise se centra em 3 grandes culpados. O primeiro, o próprio colaborador, que, amedrontado por uma possível represália em  recusar o serviço, o aceita sorrindo. Além disso, diversas situações ocorrem em que o profissional entende que quanto mais serviço tiver, mas importante será, ou maior exposição terá. Neste caso, recomendo ás equipes de Recrutamento e Seleção instalarem um “mata burro” na porta da empresa, para evitar que se contratem profissionais com esta mentalidade. Precisamos muito mais de qualidade do que quantidade. Em segundo lugar, novamente, a culpa do líder direto que despeja a quantidade irregular de trabalho em seus colaboradores. Quer medir se seu colaborador é um bom líder? Visite a estação de trabalho dele as 18h30. Se houver uma quantidade enorme de pessoas da sua equipe trabalhando, bingo, seu funcionário não sabe delegar. Um forma adequada de medir um líder em uma organização é avaliar a qualidade de vida corporativa de sua equipe. Uma avaliação 360º é mais do que necessária uma vez ao ano. Mas empresas que não a fazem, invariavelmente têm medo de lidar com os possíveis resultados. Em terceiro lugar, a culpa é da empresa, que mesmo sabendo que os colaboradores estão trabalhando mais do que deveriam, omitem-se e acham isso lindo.

Anomalia 3) O colaborador tem problemas pessoais fora da empresa e não quer ir para casa. Neste caso, a empresa tem a obrigação de avaliar se o mesmo precisa amparo psicológico ou de outro profissional para a solução de seus problemas. De qualquer forma, se a casa do funcionário não for o melhor ambiente para ele querer estar, a empresa não poderá substituí-la.

Por sua vez, o profissional que deixa a empresa no horário combinado pode não estar desmotivado, como a maioria dos colegas alega. Segundo o Ministério da Educação, em 2010, 27% dos executivos de média gerencia estavam fazendo algum tipo de pós-graduação ou curso de aperfeiçoamento profissional. Segundo o Ministério da Saúde, 38% das famílias brasileiras têm algum ente com a saúde debilitada, que necessitem cuidados médicos e acompanhamento constante familiar. 68% da população mundial, pasmem, isso não é pouco, tem fortes problemas com insônia. 50% da população brasileira mora a mais de 10 kilometros do local de trabalho, o que se tratando de uma grande capital, significa por volta de 1 ou 2 horas de deslocamento no trânsito todos os dias. Isso sem falar na quantidade de pessoas que possuem um “segundo turno”, como professores em faculdades, pesquisadores, músicos que ganham uma caixinha extra fazendo uma apresentação aqui, ou acolá...

Portanto, aquele que vai embora no horário, invariavelmente vai estudar, tem alguém doente na família, está com déficit de sono, mora longe ou está tratando de ganhar um pouco mais. Errado está você, em ficar com a caixa de email aberta, dando refresh para ver se cai algum pepino para ser resolvido. Motivação não se mede pelo horário de trabalho, mas sim, pela qualidade da entrega.

Os que deixam a empresa no horário combinado são aqueles que podem estar mais motivados com seu trabalho, até porque fazem o mesmo no horário combinado, empregam a qualidade necessária para tal, e com isso, esperam serem recompensados para isso. Errado mesmo são aqueles que ficam. Portanto, se da próxima vez, você ouvir a velha frase: “Está desmotivado?” quando estiver saindo ás 18h00, agora você pode responder: “Não meu amigo (a), quem está com algum problema é você!”

Quer melhorar sua vida corporativa? Comece saindo no horário!

sábado, 3 de março de 2012

Coluna no Jornal Folha Gaúcha ed. 046 - Rio Grande


Transformando suor em ouro

                Durante as férias sobra aquele tempinho para lermos alguns livros que durante o ano adoraríamos de ter lido, mas não conseguimos. Gostaria de falar hoje sobre um livro que li há pouco tempo e que deixo como sugestão de leitura. O nome do livro é Transformando Suor em Ouro do técnico de vôlei Bernardinho.
                O livro trata sobre a trajetória deste treinador: suas vitórias e derrotas, suas estratégias em campo e fora dele. Ainda que a obra fale sobre um esporte, o tempo todo é possível fazer um comparativo com o mundo dentro das organizações. É um livro que trata acima de tudo sobre liderança, perseverança, trabalho em time, motivação e superação.
                A primeira grande lição do livro que gostaria de compartilhar com vocês leitores é a fórmula “Trabalho + Talento = Sucesso”. Bernardinho deixa claro que não basta ter talento, é preciso esforço e dedicação para se alcançar o sucesso. O mesmo ocorre dentro de uma organização. Ainda que sejamos muito bons em uma área, teremos que nos dedicar e nos esforçar para atingir o merecido sucesso. É preciso que os outros percebam o nosso talento e comprometimento para ser possível atingir os resultados almejados.
                Complementando esta idéia, é citado no livro que é necessário criar um espírito de equipe para que o desempenho do time junto seja muito superior a soma de talentos individuais. Trabalhar em time significa ter um objetivo comum que é mais importante do que objetivos individuais. Todos dentro de um grupo precisam buscar a excelência, ou seja, realizar da melhor maneira possível suas metas. O autor ressalta que a vitória é muito importante, mas mesmo assim não supera a relevância da certeza de se ter feito todo o esforço para conquistá-la.
                Por isso, é interessante compartilhar desta idéia dentro do nosso trabalho. A competitividade dentro das organizações faz com que sejamos cada vez mais individualistas, entretanto se soubéssemos que a interação e a troca de idéias com nossos colegas podem gerar resultados mais significativos do que aqueles alcançados individualmente, passaríamos a atuar de uma forma diferente.
                As boas performances são resultados de entusiasmo e muita preparação. Mesmo quando um time vem vencendo constantemente, não é bom cair no comodismo, pois estes sucessos são resultados da preparação. Além disso, é preciso paixão no que se faz, é ter brilho no olho, é sentir prazer em realizar. É este o diferencial no desempenho de atletas em campo e de colaboradores em seus respectivos trabalhos ou empreendimentos.
                Traçar metas ambiciosas e cada vez mais desafiadoras traz estímulo para o crescimento e aprendizado. Bernardinho afirma que, muitas vezes, acreditamos poder menos do que realmente podemos. Por isso, desafie-se e queira mais. Lembrando sempre de traçar metas ambiciosas, mas realizáveis, pois a intenção é a superação e, não, a frustração.
                Eu teria muito mais o que compartilhar sobre este livro, mas esta é só uma palhinha. Vale à pena conferir na íntegra, pois as idéias de Bernardinho podem ser muito bem aproveitadas dentro das empresas.

Coluna no Jornal Folha Gaúcha ed. 045 - Rio Grande

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novas Carreiras - Parte II

Este post é a continuação das entrevistas com profissionais que já estão atuando em uma das 30 novas carreiras divulgadas pela revista Você S/A no mês de novembro de 2011. Esta reportagem retrata 30 carreiras que surgiram no mercado nos últimos tempos, detalhando o perfil profissional para se trabalhar nelas, salários e alguns relatos de quem já está na área.

Para esta segunda entrevista, a carreira escolhida é o Gestor do Esporte. Para contar um pouco da prática desta profissão foi entrevistado o gestor do esporte Ruy Lemos, formado em Educação Física, coordenador da academia 3 Figueiras e consultor da área. Confira a reportagem e a entrevista abaixo:

Gestor do Esporte

Por que é uma boa? Esqueça a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Essa profissão vai além desses eventos. O mundo dos esportes é uma indústria bilionária. Apenas o futebol brasileiro gerou 1,52 bilhão de reais em receitas totais em 2010. Trata-se de um mercado que requer gente qualificada, com visão de negócios para administrar marcas, gerenciar equipes e projetos em empresas, consultorias, clubes, agências e marketing esportivo, veículos de comunicação especializados e marcas esportivas.
Perspectivas: Em empresas menores, o salário de um analista varia de 3 000 a 5 000 reais; coordenador, de 6 000 a 9 000 reais; e gerente, de 10 000 a 18 000 reais. Em companhias maiores e multinacionais, os salários são cerca de 15% mais altos, segundo a consultoria de recrutamento Hays.
Bom para quem: Profissionais de educação física, comunicação, marketing, administração e direito.
Preparação: Conhecer marketing e gestão é essencial. Há cursos de pós-graduação com foco em ambos.

1) Qual é a sua formação?
Ruy: Educação Física Bacharelado

2) Que função exerce hoje?
Ruy: Gerenciamento de uma academia, desde a parte técnica até os recursos humanos e gestão de pessoas

3) Como você definiria a função Gestor do Esporte?
Ruy: Acredito ser uma função muito dinâmica, o gestor do esporte, no meu ponto de vista, deve ser um facilitador da chegada da atividade física a vida das pessoas de forma efetiva, transformando o esporte em um valor pessoal, visando a saúde da população como um todo. 

4) Como você vê hoje esta nova carreira na prática?
Ruy: Acredito que ainda em franca expansão, principalmente na área das academias, e com grandes perspectivas de futuro promissor, tendo em vista que até então as entidades esportivas não contavam com gestores especializados dos dois lados, ou seja, com formação em educação física e gestão. Na prática ainda enfrentamos um mercado restrito que precisa ganhar confiança por parte dos investidores e amadurecer para melhor atender o novo consumidor.

5) Qual é a sua opinião sobre as perspectivas do Gestor do Esporte?
Ruy: O futuro desta nova carreira é extremamente promissor, pois hoje em dia poucas entidades contam com o “serviço”, tendo um vasto mercado a ser explorado, vivemos um “tsunami” administrativo no setor de esporte e academias.

6) De que forma você avalia que esta função pode ser positiva na Copa do Mundo e/ou nos Jogos Olímpicos?
Ruy: Para estes grandes eventos o gestor esportivo é de fundamental papel, pois é a pessoa que já vivenciou o esporte de outra maneira, como desportista ou ainda como educador físico, esse conhecimento de causa traz uma percepção diferenciada no que diz respeito a toda logística e bom funcionamento de tais eventos.

7) Como aconteceu a sua decisão de seguir por esta área?
Ruy: No meu caso esta função foi aparecendo ao longo da minha carreira, gosto de ressaltar que já atuei na linha de frente de todos os setores de uma academia, isso me despertou para a nova carreira, a medida que ia vencendo novas tarefas me sentia desafiado a procurar uma nova atuação e foi ai que me encontrei como gestor.

8) De qual maneira se prepara para realizar uma boa execução da função?
Ruy: Muito conhecimento é uma das maneiras de me preparar, investir em educação continuada é outra forma, e no dia-dia muita energia e bom humor para gerenciar pessoas e situações adversas.

9) Que sugestões você deixa para outros profissionais da área da Educação Física que tem interesse em seguir por este ramo?
Ruy: Primeiramente que vivenciem todas as funções que pretendem gerenciar, é preciso estar na linha de frente para entender o que se deve fazer por trás, para quem esta começando deixo a dica, muita dedicação, empenho e paciência pois o sucesso de forma geral e em todas as carreiras demora um pouco mas vem para quem se dedica. 



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Novas Carreiras - Parte I

Este post teve inspiração na Revista Você S/A de novembro de 2011. Na capa foi lançada a matéria exclusiva sobre as 30 novas carreiras. Esta reportagem retrata 30 carreiras que surgiram no mercado nos últimos tempos, detalhando o perfil profissional para se trabalhar nelas, salários e alguns relatos de quem já está atuando. Selecionei 2 dessas carreiras para entrevistar algumas pessoas que estão trabalhando nestas áreas.

A primeira carreira escolhida é do Especialista em Bioinformática. Para ser entrevistada, convidei a Engenheira da Computação, doutoranda em Computação com enfoque em Bioinformática pela UFRGS, Mariana Recamonde Mendoza. Confira a reportagem e a entrevista abaixo:

Especialista em Bioinformática

Por que é uma boa? O uso de tecnologia da informação aplicado à biologia e à genética tem crescido. Existe demanda por esse profissional nas áreas de biotecnologia, farmacêutica, agricultura, medicina e bioquímica. A principal demanda é para desenvolvimento de softwares para análise de dados.
Perspectivas: A demanda ainda é baixa, mas a tendência é subir. O salário varia de 5 000 a 15 000 reais, dependendo da experiência e do conhecimento.
Bom para quem: Por combinar conhecimentos de química, física, biologia, computação e matemática, profissionais dessas áreas tendem a ter uma maior facilidade para migrar para essa área.
Preparação: É necessário que o profissional tenha conhecimentos e interesse em informática e biologia, e tenha feito cursos tanto em nível de graduação quanto em nível de extensão e pós-graduação, essenciais para sua atuação nessa área.

(Fonte: Você S/A - novembro/2011)

1) Qual é a sua formação? 
Mariana: Engenheira de Computação

2) De onde surgiu o interesse por esta área? Como a conheceu, visto que é uma nova carreira existente no mercado? 
Mariana: Desde cedo sustentei interesse por assuntos relacionados às áreas biológicas e da saúde. Quando chegou o momento de prestar vestibular, optei pelo curso de Medicina, pois estava convicta que gostaria de atuar nesta área. Mas minha facilidade pelas exatas e meu gosto por informática, bem como a consciência de que Medicina é um curso extremamente concorrido (e de difícil aprovação), acabaram me levando a tentar paralelamente vestibular para Engenharia de Computação.

Quando o resultado saiu, eu havia passado somente para Engenharia de Computação e decidi cursar. De fato, me encontrei durante a faculdade. Percebi que estava no curso certo para mim, mas ainda assim sentia falta de algo mais biológico (ou menos lógico). Foi quando durante algumas pesquisas na internet a respeito de pós-graduação e campos de atuação, encontrei referências para cursos como Bioinformática e Telemedicina. Passei a investigar mais sobre estas áreas, estudando a possibilidade de realizar cursos de especialização após o término da graduação, visto que eram áreas não abordadas pelo currículo do meu curso. Decidi que seria neste nicho que gostaria de atuar, pois assim poderia conciliar duas áreas pelas quais sustentava uma grande afinidade: exatas e biológicas. 

No último ano da faculdade tive a oportunidade de fazer meu trabalho de conclusão com um professor que havia ingressado recentemente no corpo docente do curso e cujo doutorado envolveu o estudo de um problema biológico. Foi assim que ingressei na área de Bioinformática e atualmente, no meu doutorado, continuo me envolvendo com pesquisas que me permitam atuar nesta interface entre computação e biologia. 

3) O que pretende fazer profissionalmente ao encerrar o teu doutorado?
Mariana: Gosto muito da área acadêmica e da pesquisa científica, portanto meu objetivo é ingressar como docente em uma universidade, onde possa dar continuidade às minhas pesquisas atuais e desenvolver novos projetos na área de Bioinformática.

4) Quais os conhecimentos que julga necessário para seguir esta carreira? 
Mariana: O ideal é que o profissional tenha um background em ambas as áreas.
É importante ter conhecimento sobre biologia molecular e genética para saber com que tipo de informação o profissional está lidando e melhor entender o problema em questão. Adicionalmente, é interessante alguma noção de programação, principalmente em linguagens como PERL e Python, que são amplamente utilizadas em projetos de Bioinformática.

Outras habilidades desejáveis são a capacidade de trabalhar em grupo, boa comunicação e flexibilidade.

5) Que dicas e conselhos daria a alguém que pensa em iniciar neste campo de atuação? 
Mariana: Independente do lado em que você está, biológico ou computacional, é necessário entender um pouquinho da área que não seja de sua especialidade para possibilitar, ou facilitar, o desenvolvimento do trabalho e aprimorar as chances de que este desencadeie resultados interessantes. Como analogia, imagine duas pessoas falantes de idiomas distintos: o diálogo entre ambas só será possível através de um tradutor ou se ao menos uma delas tiver conhecimento sobre o idioma da outra pessoa com quem deseja se comunicar. O mesmo ocorre na Bioinformática: a existência de uma linguagem em comum entre as partes é imprescindível para possibilitar o diálogo e a idealização da pesquisa.

Portanto, se sua especialidade for computação, dedique um tempo ao estudo do problema biológico para o qual você está trabalhando; quanto melhor entender o problema, maiores as chances de você desenvolver algo de impacto ou realmente útil para o usuário final. Busque informações na internet, em livros e artigos, e procure se familiarizar com termos e conceitos básicos da biologia e genética.

Se sua especialidade for Biologia, Medicina ou afins, procure conhecer as ferramenta disponíveis no mercado para tratar o problema em questão, bem como seus respectivos potenciais e deficiências; estas poderão ser o gatilho para o desenvolvimento de novos projetos. Adicionalmente é interessante alguma noção de programação, principalmente por ampliar seus conhecimentos a respeito da capacidade de processamento de um computador e do quanto ele poderia ser útil para as suas pesquisas.

6) Como você percebe a demanda por profissionais desta área hoje no mercado? Existe? Em que áreas?
Mariana: Há um grande demanda por profissionais nesta área, a qual, no meu ponto de vista, é mais significativa em relação a engenheiros/cientistas da computação com interesse em projetos envolvendo problemas biológicos. O desenvolvimento atual de técnicas de sequenciamento de genoma é algo sem precedentes e a consequência desta evolução é uma vasta gama de dados, com valiosa informação implícita, cuja análise manual é inviável em função de seu grande volume. Neste aspecto, a participação de profissionais com conhecimento de programação é de suma importância para viabilizar/rentabilizar a exploração dos dados e permitir o desenlace da pesquisa.